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Um tarot para quem curte humor, pin-ups e alta magia

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Aproveito que hoje é o Dia Mundial do Tarot para fazer uma resenha de um dos baralhos mais polêmicos da atualidade. “The Housewives Tarot” é uma mistura de cultura vintage, humor negro, pin-ups e total respeito as simbologias do tarô.
Diz a boca pequena, que o “The Housewives Tarot” foi introduzido pela extraordinária dona de casa Marlene Louise Wetherbee lá nos anos 1950. Ela tinha um marido dedicado e um filho obediente e vivia cheia de intuição pra dar e vender. Durante uma reunião do tupperware, suas amigas perguntaram qual era o segredo de seu sucesso.
Para o espanto de suas amigas, Marlene sacou um misterioso baralho de tarô e disse que tirava todas as suas dúvidas e soluções de lá. (Inclusive como limpar as manchas de ketchup da toalha.) Aquelas senhoras respeitáveis só se acalmaram quando Marlene tirou cartas e deu preciosos conselhos para cada uma delas. Foi então que ela se tornou Madame Marlene e além de ter um marido dedicado e um filho obediente, ela se tornou uma bem sucedida taróloga.
Essa hilária origem do tarot é como os criadores Paul Kepple e Jude Buffumreescreveram a história do jogo de cartas mais fascinante do mundo. 
Logo de cara qualquer um pode ver que “The Housewives Tarot” é um belíssimo trabalho de ilustração de Kepple e Buffum, que por si só já vale a aquisição do deck. Ele vem numa caixa que imita uma mesa coberta com uma toalha xadrez e tem um acabamento que nunca havia encontrado. Nem nos baralhos da US Games Systems, a principal fabricante de tarôs do mundo.
O interior da caixa tem revestimento de veludo e organiza as cartas separadas em Arcanos Maiores (22 cartas) e Arcanos Menores (56 cartas) com um sistema semelhante aos antigos arquivos. As cartas são impressas num papel excelente e de diagramatura invejável. O kit ainda acompanha um pequeno manual explicando de forma a simbologia das cartas e “lenda por trás desse baralho”.
Do ponto de vista prático, as ilustrações das cartas reconstroem perfeitamente toda a simbologia dos arcanos tradicionais (Marselha e Waite). Porém, o grande destaque vai para os Arcanos Menores que são absolutamente incríveis e estimulam a intuição como poucos baralhos conseguem.
Interessante que os nipes tem representações próprias: Copas são taças e copos de suco,Paus virara vassouras e espanadores, Discos (ou Pentáculos) agora são pratos e Espadaspodem ser facas, tesouras ou mesmo garfos de cozinha.
A dupla de criadores desse deck não poupou esforços para fazer um excelente trabalho de pesquisa e design. Não dá pra acreditar como os anos cinquenta parecem muito mais míticos depois de ver essas cartas.
Os tarólogos costumam lidar com seus baralhos de forma extremamente pessoal e cada um costuma escolher conforme suas convicções e intuição. Portanto, minha avaliação do “The Housewives Tarot” pode não agradar aos mais puristas. Mas que graça teria se não os irritasse, não é mesmo?
Quando jogo seriamente, prefiro baralhos como o Thoth desenvolvido por Aleister Crowley e Lady Frieda Harris. Mas quando a ideia é ficar de bom humor não penso duas vezes em sacar a minha caixinha do tarot das donas de casa. Caso você decida comprar o deck, que está com um preço bem camarada na Livraria Cultura, tenha em mente que para aprender a jogar o ideal é comparar com um mais tradicional como o Waite.
“The Housewives Tarot” e suas 78 lindas cartas são uma excelente pedida para tarólogos metidos a humoristas, magos do caos, discordianistas e qualquer um que aprecie excelentes ilustrações e um design impecável. Para quem lê em inglês, recomendo uma visita ao site oficial que ensina a jogar, conta a história das cartas e ainda tem receitas de bolo exclusivas.
Pros que ficaram interessados em estudar o tarô, mas não sabem por onde começar, estou estudando na Universidade do Tarot com o Luiz Mota. Ignorem o fato do site dele ser do século passado, pois o curso é excelente e absolutamente laico. Agora vocês sabem porque sou um ateu não-praticante.

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